quarta-feira, 22 de julho de 2009

84 requerimentos somam 314 páginas

Criada no dia 13 de maio, e de fato instalada dois meses depois, em 14 de julho - graças as manobras de protelação adotadas pela base do governo, a CPI da Petrobras já reúne 84 requerimentos apresentados em 314 páginas . A CPI ainda aguarda a elaboração de um Plano de Trabalho, que deve ser aprovado pelo colegiado. Do total de requerimentos, 28 foram encaminhados pelo senador Álvaro Dias, 52 pelo senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) e quatro pelo petista João Pedro.

Dia seis de agosto, quinta-feira, às 10 horas, os senadores que integram a CPI da Petrobras terão sua primeira reunião de trabalho. Formada por 11 senadores, sendo três da oposição e oito governistas, a CPI requerida pelo vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), luta para não ser chapa-branca. Para fazer frente às manobras do governo, a oposição encaminhará ao Ministério Público (MP) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) todos os indícios que reunir sobre irregularidades administrativas na estatal. A estratégia é burlar o provável “indeferido” do presidente da CPI, o suplente do PT João Pedro (AM), ou do relator, o ex-ministro da Previdência Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado.

Bancários e Agraporto

Entre os requerimentos de autoria de Álvaro Dias, o blog destaca dois. Um que solicita copia de documentos do TCU e da Polícia Federal sobre irregularidades nos contratos de construção de plataformas de exploração de petróleo, apontados na operação “Águas Profundas”. Outro, pede que sejam convidados para prestarem esclarecimentos na CPI os promotores de Justiça João Guimarães Jr. e José Carlos Blat, do Ministério Público do Estado de São Paulo, sobre denúncias de doações irregulares da empresa Petrobras à Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

Entre os 52 requerimentos encaminhados pelo senador Antônio Carlos, o blog selecionou um, sobre a empresa Angraporto. Constituída em 2003, a empresa tinha a específica finalidade de participar de licitações promovidas pela Petrobras. Embora criada após o início do processo de licitação para a reforma da plataforma P-22, acabou ganhando o certame e ainda levou as licitações para as reformas da P-10 e da P-14, serviços que custaram R$ 150 milhões, de acordo com o Ministério Público.

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